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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Privacidade Zero

Tão distraída eu estava... Ouvindo música e nas redes sociais, nem percebi que já era quase hora de descer no ponto de ônibus no qual eu precisava chegar; e me perguntei se o motorista lembraria que eu deveria parar ali. Na dúvida, resolvi avisá-lo novamente, e o fiz.
-- “Ele parece ter esquecido! Ainda bem que o lembrei. ”
Eu definitivamente não gosto do alvoroço das 6h da tarde, e nem do meio dia. E era no pôr do sol que eu estava a caminho de onde eu precisava ir; o que me deixou bem descontente.
Quando enfim precisei descer, levantei-me, abri a bengala e passei por uma mutuca gigantesca até chegar na porta de traz, porque pela frente nem conseguia passar por parecer um formigueiro.
Ao começar a descer um a um os degraus, vem um homem tentar me ajudar, e da pior maneira possível. Veja você leitor, que o cidadão tentou pegar-me pela cintura, para que eu pusesse os pés no chão. Invasivo, não?
Fico me questionando, e me vem a resposta mais óbvia.
 “Será que se fosse um cara ele faria o mesmo? ”
Claro que “não! ”

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Não somos Heróis

Tenho apenas um dos sentidos me faltando. Por que isso tem de ser um fator heroico e de superação?
O que te faz pensar que sou inferior ou menos capaz que você por eu não enxergar, me diga.
Quem está lendo este texto, deverá entender que o ser humano é totalmente adaptável à muitas situações que lhes são postas, inclusive a falta dos sentidos.
Nós, pessoas com deficiência não devemos ser tachadas de vitoriosas por fazer coisas simples do cotidiano como andar na rua, escrever no computador ou morar sós. Temos nossas individualidades, assim como todo mundo.
O termo para esse tipo de pessoa que pensa tudo o que escrevi, é capacitismo.
Não somos inferiores, incapazes, crianças, invisíveis ou quaisquer desses adjetivos que indiquem preconceitos.